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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Estação Pinacoteca_Arte no Brasil..uma história de modernismo 19/02/14

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, apresenta na Estação Pinacoteca a exposição de longa duração Arte no Brasil: uma história do Modernismo na Pinacoteca de São Paulo. Instalada no segundo andar da Estação Pinacoteca, a mostra reúne 50 obras, entre pinturas e esculturas, de artistas como Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Carlos Prado, Emiliano Di Cavalcanti, Ernesto Di Fiori, Flávio de Carvalho, José Pancetti, Lasar Segall, Sérgio Camargo, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, entre outros. 

Reunindo uma seleção de obras dos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo e da Fundação José e Paulina Nemirovsky, a mostra dá continuidade à exposição apresentada na Pinacoteca, Arte no Brasil: uma história na Pinacoteca de São Paulo que trata da formação da visualidade artística e a constituição de um sistema de arte no país que se inicia no período colonial e avança até início do século XX. Já a mostra que será inaugurada na Estação Pinacoteca, Arte no Brasil: uma história do Modernismo na Pinacoteca de São Paulo enfoca três principais momentos do Modernismo brasileiro: as inovações formais do primeiro Modernismo (de Lasar Segall a Flávio de Carvalho), a retomada das tradições da pintura (sobretudo dos artistas atuantes nas décadas de 1930 e 1940, como Alberto da Veiga Guignard e Pancetti), finalizando com obras que começam a ser influenciadas pelo abstracionismo (Bonadei e Volpi) e apontam em direção ao concretismo que se sedimentaria nos anos 1950.


Pela primeira vez na Estação Pinacoteca, o público terá oportunidade de conhecer os três principais momentos da arte Moderna no Brasil e perceber as aproximações e diferenças de estilos e temas entre as obras exibidas na mostra. Segundo Regina Teixeira de Barros, curadora, "a busca da identidade brasileira já vem do século XIX com se vê nas obras de Almeida Junior, por exemplo. Nesse sentido, o Modernismo dá continuidade a essa busca. Mas há artistas que não se enquadram nessa temática, como Ismael Nery que tem uma produção de caráter mais pessoal e filosófico, ou ainda, artistas que estavam interessados na pintura pela pintura como Guignard, Pancetti e De Fiori e que foram referenciais para seus contemporâneos. Por outro lado o Modernismo representa um momento de grande inovação formal que desperta interesse até os dias de hoje". 

A exposição, que ficará em cartaz até 2015, tem patrocínio do HSBC por meio da Lei de incentivo à cultura. "Valorizar a cultura de países e estimular o câmbio cultural faz parte da nossa estratégia de patrocínio global". É uma grande satisfação apoiar esta exposição que mostrará os principais momentos da arte Moderna do país, conclui Renata Brasil, diretora de marketing para pessoa jurídica e patrocínios institucionais do HSBC.








Tarsila do Amaral - Antropofagia, 1929


Em janeiro de 1928, Tarsila presenteou o marido Oswald de Andrade com a pintura Abaporu, que o inspiraria a redigir o Manifesto Antropófago, documento seminal do Modernismo brasileiro, no qual o autor propõe uma assimilação crítica do legado cultural europeu e seu reaproveitamento para a criação de uma arte genuinamente brasileira.

Embora Abaporu seja considerada a obra inaugural, A negra, de 1923 – uma alegoria da figura da Grande Mãe, de seio único e agigantado, pesadamente assentada na terra, como uma deusa mítica da fertilidade –, já prenuncia o que viria a ser a poética antropofágica de Tarsila: pinturas caracterizadas por um número reduzido de elementos, economia de cores e presença de temas nacionais e primitivos, figurados numa intensa atmosfera onírica.  A pintura Antropofagia, de 1929, como indica o título, é uma assimilação das duas obras anteriores: figura e fundo de Abaporu e A negra se mesclam, formando um casal primevo, em uma paisagem densa e silenciosa. As imagens inspiradas em um Brasil arcaico, pré-cabralino, aliadas à utilização de uma linguagem moderna, criaram uma solução possível para um paradoxo presente na prescrição antropofágica: a necessidade de conciliar aspectos primitivos e modernos a um só tempo.

Ernesto de Fiori - Homem entre 1936 e 1937 


São poucos os dados precisos sobre a formação artística de Ernesto de Fiori. Sabe-se que em 1904 ingressou na Akademie der Bieldenden Künste de Munique, na Alemanha, onde frequentou aulas de desenho. Desde o início interessado em pintura, mas dedicado, sobretudo, à escultura, chegou ao Brasil, em 1936, vindo de Berlim, e começou a se firmar no ambiente artístico ao participar de mostras locais.  A figura do homem andando ou em marcha está presente em seu trabalho desde 1920 até aproximadamente 1938. Mas esta peça tem as suas especificidades no modo como o homem projeta o seu corpo à frente, com cabeça e tronco lançados para a esquerda, em passo largo, sugerindo velocidade e obstinação. A superfície áspera, desigual, com aspecto inacabado, e a simplificação das formas, sem a divisão dos dedos das mãos ou dos pés, reforçam a rapidez e o dinamismo da escultura, desde a ideação, passando pela moldagem da matéria. O resultado é uma imagem urgente, que insinua um processo em curso, ou no mínimo uma situação que aponta para transformações.

Volpi - Fachada, c. 1955


Foi depois da viagem a Minas Gerais, 1944,  que Volpi começou a pintar com têmpera. Juntamente com a troca de técnica, vê-se, pouco a pouco, ao longo do final da década de 1940 e início da de 1950, sua pintura se fechar, selecionando certos elementos formais, como as fachadas das casas, que até então eram representadas em sua totalidade. As famosas bandeiras começaram a ser representadas no início da década de 1950 e reaparecerão inúmeras vezes em seu trabalho, ora como bandeirinhas, ora como formas geométricas puras sofrendo todo o tipo de manipulação construtiva nas mãos do artista. Mas nem sempre a rigidez formal impera: em Fachada, por exemplo, vemos uma composição bastante animada, de cunho mais popular.


Ref;http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca-pt/default.aspx?c=exposicoes&idexp=1201&mn=537&friendly=Exposicao-Uma-historia-

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Passagens por Paris________Masp 29/01/2014

Até que enfim !!! DEMOROU mas valeu a pena esperar todos esses anos !!







O título da mostra inspira-se em uma citação de Walter Benjamin em seu ensaio Paris, capital do século XIX. Nele aparece a célebre menção às passagens, galerias comerciais levando de uma rua a outra, cheias de lojas atraentes, cenário singular da vida moderna, parte do mito da Cidade Luz. Os artistas aqui incluídos viveram, produziram, passaram por Paris, cidade criativa antes mesmo que o termo existisse. A exposição interage com A arte do detalhe (e depois, nada), em cartaz desde o inicio de novembro, igualmente patrocinada pelo Banco BTG Pactual.


Nos anos 1920, a expressão Escola de Paris veio a designar a arte imediatamente anterior e aquela logo posterior feita nessa cidade, farol do mundo cultural até que se impusesse outra “Escola”, a de Nova York, com uma arte abstrata em tudo oposta à de Paris que, porém, continuou a fascinar. Àquela época Paris era considerada a capital do mundo e sua força criativa e inspiradora atraía (e ainda hoje atraem) artistas de todas as partes. Suas passagens, galerias comerciais levando de uma rua a outra, cheias de lojas atraentes e cenário singular da vida moderna, eram parte do mito da Cidade Luz.



Toulouse-Lautrec




Passagens por Paris propõe um passeio pela arte moderna, com obras feitas entre 1866 e 1948 por artistas icônicos do período: Manet, Degas, Cézanne, Gauguin, Van Gogh, Matisse, Renoir, Toulouse-Lautrec, Picasso, Modigliani, Portinari, Rego Monteiro... Todos os aqui incluídos viveram, produziram, passaram por Paris. A exposição dá aos visitantes a oportunidade de apreciar algumas das obras mais representativas desse período.




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Próxima expedição__Museu Afro Brasil

Nesta Quarta feira,15/01/2014 visitaremos o Acervo Temporário do Museu Afro Brasil.

Local: Museu Afro Brasil do Parque Ibirapuera
Data: 14/01/2014
Horário: 14:30 h

Participem!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

08/janeiro/2014 - Contação de Historias - CCBB

Na primeira expedição de 2014 visitamos nosso velho conhecido de Colóquio Cultural, o Centro Cultural Banco do Brasil onde nos foi mostrado parte do acervo original do Banco à época de sua fundação (o prédio de esquina com a Rua da Quitanda ainda era uma agencia bancaria com escritórios de outras empresas que lá tinham sede). Era o inicio do que mais tarde seria o Centro Cultural (o prédio inteiro).

Roberto e Bruna nos receberam carinhosamente para momentos depois contar duas historias (uma delas embasada numa musica com tradução livre de

http://letras.mus.br/haza-ofra/17678/#traducao

Espero que apreciem - por agora, tudo em paz - não consigo colocar fotos, pois alteraram alguma coisa no blog e COLOQUIO CULTURAL passou a figurar como COLOQUIO CUTURAL... Muito triste se perdermos esta conta e o blog junto, mas que é possível fazer para combater a mediocridade de seres vivendo à sombra do que realmente poderiam ser se tivessem um mínimo de educação?

Abraços e até a próxima

Manoel

Im Nin 'alu
Ofra Haza



Tradução:

Im Nin Alu                                          I, nin'alu

IM NIN'ALU                                   IM NIN'ALU
DAL THAE NA DI VIM                    DAL Thae NA DI VIM
DAL THAE MA ROM                    DAL Thae MA ROM
LO NIN'ALU                                    LO NIN'ALU
JA JA JA JA                                    JA JA JA JA
I'M NIN'ALU LU LU                   Eu sou NIN'ALU LU LU
I'M NIN'ALU LU LU                   Eu sou NIN'ALU LU LU
EL HI                                           EL HI
EL HI                                           EL HI
I'M NIN'ALU LU LU                   Eu sou NIN'ALU LU LU
I'M NIN'ALU LU LU                   Eu sou NIN'ALU LU LU
EL HI                                           EL HI
JA JA JAL JAL                                   JA JA JAL JAL
YOU KNOW I LOVE YOU           VOCÊ SABE QUE EU TE AMO
LIKE NO OTHER                            COMO NENHUM OUTRO
LIKE NO OTHER                            COMO NENHUM OUTRO
IN MY PRAYER                            NA MINHA ORAÇÃO

HO YAT SHA HAM RO SE WA SOHVIM          HO YAT SHA HAM RO SE WA SOHVIM
MI YOM BA RI OH NICH LA LU                 MI YOM RI BA OH NICH LA LU
I'M NIN'ALU LU LU                                 Eu sou NIN'ALU LU LU
I'M NIN'ALU LU LU                                 Eu sou NIN'ALU LU LU
EL HI                                                             EL HI
IM NIN'ALU                                                  IM NIN'ALU
TAKE ME AWAY I NEED YOUR HELP           TAKE ME AWAY EU PRECISO DE SUA                                                                                 AJUDA

SOMEBODY CRIES WITHIN THE HERD   CRIES ALGUÉM dentro do rebanho
OH...MY GOD I NEED YOUR HELP    OH ... MEU DEUS EU PRECISO DE SUA AJUDA
UBE SHESH KA NO FA YIM SA VIVIM UBE Shesh KA NO FA YIM SA VIVIM
OFIM BE ET YIT GALJA LU                OFIM BE ET YIT GALJA LU
I'M NIN'ALU LU LU                        Eu sou NIN'ALU LU LU
I'M NIN'ALU LU LU                        Eu sou NIN'ALU LU LU
EL HI                                              EL HI
IM NIN'ALU                                       IM NIN'ALU
DAL THAE NA DI VIM                       DAL Thae NA DI VIM
DAL THAE MA ROM                       DAL Thae MA ROM
LO NIN'ALU                                       LO NIN'ALU

sábado, 28 de dezembro de 2013

Próxima visita 08/janeiro 15:00h CCBB

Pessoal, não percam!!!!

dia 08 de janeiro - 15 hs - Expedições Culturais

Visita ao Centro Cultural banco do Brasil - CCBB

tema: visita monitorada com enfoque no patrimônio histórico + participação da programação "Em Cantos e Contos" - histórias da nossa gente: através de histórias da nossa gente, do nosso chão e de nossos bichos, os educadores do CCBB convidam o público a habitar outros tempos e paisagens. Ponto de encontro no CCBB às 14:30 hs. 

Bom ano novo a todos!!!!

Até dia 08,

Abraços,

Selma;

CCBB = Rua Álvares Penteado, 112, esquina com a Rua da Quitanda

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

30 × Bienal - Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição


De 21 de setembro a 08 de dezembro, a Fundação Bienal de São Paulo sedia 30 × bienal - Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição. Com curadoria de Paulo Venancio Filho, a mostra, com uma seleção de 111 artistas e cerca de 250 obras, contempla a representação brasileira nas bienais de São Paulo a partir da primeira, realizada em 1951, até a  última, em 2012.


Segundo Venancio Filho, nestes 30 anos, participaram mais de 5.000 artistas nacionais, sendo a própria Bienal, ao longo de tempo, um dos elementos estruturantes da arte brasileira da segunda metade do século XX. "Portanto não pode ser outro, creio, senão a relação vis a vis entre história da arte brasileira e a trajetória da Bienal o elemento determinante na escolha dos artistas e obras", explica o curador.


Integra também a exposição o rico acervo do Arquivo Histórico Wanda Svevo – por meio de registros expográficos e documentais. “Esta é uma oportunidade de o público entrar em contato com um material raro pertencente à Fundação Bienal, que tem entre suas importantes tarefas a de preservar e dar continuidade a este precioso arquivo”, afirma o presidente Luis Terepins. O Arquivo Bienal é o mais importante acervo documental latinoamericano no que se refere às artes moderna e contemporânea. Criado em 1955, foi tombado pelo Condephaat em 1993, seu acervo reúne 780 metros lineares de documentos como catálogos de arte, livros, revistas, cartazes, registros históricos, dossiês de artistas, vídeos e fotografias. É aberto a estudantes e pesquisadores do Brasil e exterior.

O pensamento curatorial da 30 × bienal se constrói na busca de verificar na atualidade a presença desta tradição histórica da qual a Bienal de São Paulo - a segunda, surgida depois da Bienal de Veneza -, é parte fundamental. "Daí nossa intenção de propor uma orientação não-cronológica, flexível, que possa ultrapassar tempo e espaço, sem, entretanto, deixar de observar a continuidade histórica de seis décadas”, explica Venancio Filho.


Educativo Bienal

Curado por Stela Barbieri, o Educativo Bienal, em razão da mostra 30 × bienal, tem programado ações especiais que remontam também a evolução do processo educativo ao longo das últimas décadas. Entre 24 de abril e 28 de setembro, o Educativo promove um ciclo de nove encontros sobre Arte Contemporânea Brasileira no Lounge Bienal, com a proposta de refletir sobre os conceitos, artistas e obras da exposição. O curso de 30 horas também contará com Ações Poéticas e é destinado a professores e educadores sociais.


Para o mês de junho, está prevista a realização de um Seminário em parceria com o SESC-SP, que propõe a retomada histórica dos serviços educativos das trinta bienais a partir de palestras de renomados educadores, como Paulo Portella Filho e Ivo Mesquita. A programação também conta com o curso para atendimento do visitante durante a exposição, e outros encontros de formação para professores e educadores - apoiados pela produção de um novo material educativo, com tiragem de 5 mil exemplares e distribuição gratuita.


30 × Bienal - Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição

Lista de Artistas 30 × bienal visitados

1. Abraham Palatnik
2. Adriana Varejão
3. Alair Gomes
4. Alexandre da Cunha
5. Alexandre Wollner
6. Alfredo Volpi
7. Almir Mavignier
8. Aluísio Carvão
9. Amelia Toledo
10. Amilcar de Castro
11. Anatol Wladyslaw
12. Angelo Venosa
13. Anna Bella Geiger
14. Anna Maria Maiolino
15. Antônio Bandeira
16. Antonio Dias
17. Antonio Manuel
18. Artur Barrio
19. Arthur Piza
20. Beatriz Milhazes
21. Carlito Carvalhosa
22. Carlos Fajardo
23. Carlos Vergara
24. Carlos Zilio
25. Carmela Gross
26. Cildo Meireles
27. Cinthia Marcelle e Tiago Mata Machado
28. Claudia Andujar
29. Claudio Tozzi
30. Daniel Senise
31. Danilo Di Prete
32. Décio Vieira
33. Eduardo Sued
34. Eleonore Koch
35. Ernesto Neto
36. Fábio Miguez
37. Fayga Ostrower
38. Fernanda Gomes
39. Flavio-Shiró
40. Frans Krajcberg
41. Franz Weissmann
42. Geraldo de Barros
43. German Lorca
44. Hélio Oiticica
45. Hércules Barsotti
46. Hermelindo Fiaminghi
47. Iberê Camargo
48. Iole de Freitas
49. Ione Saldanha
50. Iran do Espírito Santo
51. Ivan Serpa
52. Ivens Machado
53. Jac Leirner
54. Jorge Guinle
55. José Damasceno
56. José Leonilson
57. José Resende
58. José Roberto Aguilar
59. Judith Lauand
60. Laura Lima
61. Leda Catunda
62. Lenora de Barros
63. Lívio Abramo
64. Lothar Charoux
65. Lucia Koch
66. Lucia Laguna
67. Luiz Paulo Baravelli
68. Luiz Sacilotto
69. Luiz Zerbini
70. Lygia Clark
71. Lygia Pape
72. Marcello Nitsche
73. Marcelo Grassmann
74. Marcius Galan
75. Maria Leontina
76. Maria Martins
77. Marilá Dardot
78. Mary Vieira
79. Maurício Nogueira Lima
80. Miguel Rio Branco
81. Milton Dacosta
82. Mira Schendel
83. Nelson Leirner
84. Nuno Ramos
85. Paulo Bruscky
86. Paulo Monteiro
87. Paulo Pasta
88. Raymundo Collares
89. Regina Silveira
90. Ricardo Basbaum
91. Rivane Neuenschwander
92. Roberto Magalhães
93. Rodrigo Andrade
94. Rodrigo Braga
95. Rosângela Rennó
96. Rubem Valentim
97. Rubem Ludolf
98. Rubens Gerchman
99. Rubens Mano
100. Sérgio Camargo
101. Sérgio Sister
102. Sé­­­rvulo Esmeraldo
103. Tatiana Blass
104. Tomie Ohtake
105. Tunga
106. Ubi Bava
107. Waldemar Cordeiro
108. Waltercio Caldas
109. Wesley Duke Lee
110. Willys de Castro
111. Yolanda Mohalyi

Ref: http://www.30xbienal.org.br/single/79

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

SESC Pompéia_________Mais de mil brinquedos (27/11/2013)



Na expedição realizada nesta quarta-feira no SESC Pompéia viemos resgatar um universo de brinquedos usados pelas crianças ao longo de décadas que agora estão no esquecimento e aos poucos foram deixados para trás pela obsolescência ou mesmo pela entrada de engenhocas eletrônicas em seu lugar.



Verdade nesta vida tudo muda, porém o gostinho de criar seu próprio divertimento é algo pessoal e como tal relembrar o que ficou para trás em geral trás um grau de satisfação muito grande regado por lembranças interiores pelo que se foi (nossas pequenas vitórias), pois à época eram participantes ativos das brincadeiras e não meros observadores de elétricos “brincando sozinhos”




Foi muito bom lembrar desses antigos brinquedos, vários de coleção particular que um dia nos deixaram maravilhados. Espero que as crianças de hoje saibam o quanto é doce construir por si mesmo o que em primeiro lugar será nosso mundo e mais tarde, ambiente de trabalho e quem sabe um dia, família.

Abraço a todos

Manoel

ps-próxima expedição sera as 13:30 e não 14:00 na Bienal



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Casa Modernista_______13/11/2013


A Casa Modernista da Rua Santa Cruz, de autoria do arquiteto de origem russa Gregori Warchavchik (1896–1972), projetada em 1927 e construída em 1928, é considerada a primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil. Neste período, São Paulo passava por um intenso processo de industrialização e urbanização, com a formação de uma burguesia sintonizada com os costumes da belle époque parisiense e a intensificação de imigração para fornecimento de mão-de-obra fabril, refletidas na criação de bairros inteiramente novos.


 No campo cultural, a cidade testemunhava manifestações artísticas de ruptura e diálogo com a tradição nas áreas da literatura, das artes plásticas e da música, sendo a Semana de Arte Moderna de 1922 o evento mais emblemático do movimento moderno que buscava se construir. Tal efervescência cultural, no entanto, não encontrava correspondência na área da arquitetura, sendo que somente em 1925 seria publicado o primeiro manifesto voltado à proposição de uma nova postura moderna, “Acerca da Arquitetura Moderna”, de autoria de Gregori Warchavchik. 


O primeiro exemplar arquitetônico só viria três anos mais tarde, com a construção da casa da Rua Santa Cruz.Projetada para abrigar a residência do arquiteto, recém-casado com Mina Klabin, filha de um grande industrial da elite paulistana, a casa gerou forte impacto nos círculos intelectuais e na opinião pública em geral, com a publicação de artigos em jornais dos mais diversos espectros políticos, favoráveis ou contrários à nova orientação estética proposta. Destituída de qualquer ornamentação e formada por volumes prismáticos brancos, a obra era tão impactante para a época que, para conseguir obter aprovação junto à prefeitura, o arquiteto apresentou uma fachada toda ornamentada, e quando concluiu a obra, alegou falta de recursos para completá-la. Além da edificação, mereceu destaque o jardim, projetado por Mina Klabin, devido ao uso pioneiro de espécies tropicais. Warchavchik, em carta destinada ao secretário do CIAM (Congresso Internacional de Arquitetura Moderna), Siegfried Giedion, relatava as inúmeras dificuldades que teve que enfrentar durante a construção – desde a aprovação já mencionada à dificuldade de encontrar componentes industrializados, como ferragens, maçanetas, placas, tintas, etc., o alto preço de materiais como cimento e vidro e a formação técnica da mão de obra. No entanto, alguns historiadores apontam contradições presentes na obra, não aceitando totalmente a justificativa dada pelo arquiteto.

Em primeiro lugar, a fachada frontal obedece a um eixo de simetria que não é rebatida em planta nas dependências internas. Em segundo lugar, a casa, que aparentava ter uma geometria própria para a racionalização da construção, era na realidade toda construída segundo técnicas tradicionais. A platibanda esconde um telhado em quatro águas de telha colonial, causando a impressão de se tratar de uma cobertura em laje. No entanto, o que interessa desse debate, é notar que se trata de uma obra pioneira, de transição, que necessariamente expressa as contradições da época.

Sobre o aspecto construtivo, lembremos que as Villas ideais de Le Corbusier, produzidas à mesma época na França, apresentam contradições similares e nem por isso são questionadas quanto a sua importância para o processo de renovação iniciado por este arquiteto. Em 1935 a casa passa por uma reforma, quando o arquiteto procura adequá-la para a família que crescia, ao mesmo tempo em que experimentava alterações na lógica da circulação e na composição dos volumes. O acesso principal passa a se realizar pela lateral, onde foi acrescida uma marquise; a cozinha é ampliada e a varanda lateral é suprimida, dando lugar a uma ampliação da sala de estar que ainda ganha um novo volume curvo, cuja laje dá lugar a um novo terraço que circunda o quarto da esposa; além do novo terraço, o piso superior ganha algumas modificações, como a inserção de um novo sanitário servindo o quarto do marido e de um closet, entre o quarto da esposa e o quarto do filho, anteriormente, quarto de costura.


Durante a segunda guerra mundial, o jardim passa por uma ampliação, na qual Mina Klabin planta um bosque de eucaliptos rente ao muro de divisa frontal, para que a família se resguardasse do hospital nipo-brasileiro que estava em construção em frente à casa – judeus e japoneses estavam em lados opostos na guerra. Neste período, a garagem também é ampliada para receber uma oficina de gasogênio (combustível substituto da gasolina durante a guerra). Nos anos seguintes, pequenas alterações ocorrem, conforme mudavam as necessidades da família, mas de modo geral, o conjunto manteve-se com as mesmas feições até os dias de hoje. A família reside ali até meados dos anos 70, quando decide vender a propriedade. Em 1983 entra em cena uma construtora com o projeto de implantar na área um condomínio residencial, denominado “Palais Versailles”, combatido imediatamente pela população local, que cria a “Associação Pró-Parque Modernista”, se mobilizando pela defesa da casa e de sua área verde.


Em 1984, o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo) tomba o conjunto, através da Resolução SC 29/84; seguido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), processo 1121-T-84; e, posteriormente, pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo), Resolução 05/91. Com isso, o empreendimento se inviabiliza, e os proprietários entram na justiça contra o Estado. Durante o transcurso do processo judicial, o imóvel permanece abandonado, sem que o proprietário fosse obrigado a responder pela manutenção, resultando daí um rápido processo de deterioração.

Em 1994, é dada a sentença, na qual o Estado é obrigado a indenizar o proprietário e a comprar o imóvel – situação que não reverteu o processo de deterioração, devido à falta de política de ocupação e conservação do imóvel, sendo este objeto de furtos e invasões freqüentes. Somente nos anos 2000 são realizados projetos e obras para a recuperação do imóvel, divididas em uma primeira etapa entre 2000 e 2002 e, posteriormente, entre 2004 e 2007. Com orçamento reduzido, no entanto, somente a casa principal foi objeto de restauro e conservação, faltando ainda a recuperação da edícula e da área do parque. Em março de 2008, a prefeitura do município de São Paulo passa a ser permissionária do imóvel, tendo o governo do Estado transferido a ela a responsabilidade pelo seu uso e manutenção.


Trabalhos emergenciais foram realizados para a reabertura do parque e da casa em agosto de 2008, contando com programação musical e equipe de educadores patrimoniais, sob coordenação da Divisão do Museu da Cidade de São Paulo. Em dezembro de 2011 foi contratado projeto executivo para o restauro e adequação da casa e edículas, contemplando a valorização dos bens existentes, a implantação de espaços de convivência no parque, adequação à acessibilidade e criação de um espaço de referência para o estudo do modernismo em São Paulo, buscando diversificar o público visitante. O projeto já foi finalizado e após a contratação e finalização das obras serão implementadas as atividades culturais em consonância com as diretrizes traçadas pelo museu. A casa e o parque permanecem abertos e oferecem serviço educativo aos visitantes.

Ref: http://www.museudacidade.sp.gov.br/casamodernista.php

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Exposição de Sebastião Salgado __30/10___SESC Belém

Um dos maiores fotógrafos do mundo, o mineiro Sebastião Salgado está em cartaz no Sesc Belenzinho a exposição “Genesis”. Com curadoria de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, a mostra estreou no Natural History Museum em Londres no mês de abril e também já esteve no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, de maio a agosto.


Com a ajuda de barcos, aviões de pequeno porte e canoas, a série teve início nas Ilhas de Galápagos, com suas singularíssimas paisagens vulcânicas e a fauna, dando origem à seção "Santuários". Pinguins, elefantes marinhos e baleias estão em "Planeta Sul", com fotos feitas na Antártica, Sul da Geórgia, nas Malvinas e nas Ilhas Sandwich.


Em "Terras do Norte" são retratados o Alasca e as montanhas rochosas do Colorado, nos Estados Unidos. O norte da Sibéria e o norte da Rússia também aparecem. "África" apresenta os espetaculares e numerosos desertos. Em algumas imagens capturadas na Líbia e na Argélia, vêem-se sinais de vida, não somente de cactos e roedores, mas também na arte rupestre datada de milhares de anos.

Em "Amazonia e Pantanal", além de florestas e rios, apresenta imagens de tribos no alto Rio Xingu e da isolada tribo Zo'e, contatada pela primeira vez há apenas duas décadas e onde Sebastião Salgado afirmou que se sentiu no paraíso.


Ao todo, são 245 fotografias, tiradas entre 2004 e 2011, divididas em cinco seções geográficas. A mostra, que é inédita, revela paisagens, aldeias, tribos, desertos, animais, entre outros, que permaneceram intactos à ação humana. 


O objetivo da exposição é alertar para os problemas ambientais, justamente mostrando o que ainda há de belo e preservado. Sebastião Salgado critica a degradação do meio ambiente de forma sutil, levando o observador a perceber que ainda há o que ser salvo no planeta. 


Ref: Comentários, posts e fotos internet

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Visita ao MAC – Alfredo Volpi e Antonio Jose da Silva


Tadeu Chiarelli, o diretor do MAC-USP (Museu de Arte Contemporânea da USP), não se conteve e soltou um palavrão ao receber quatro obras do artista Alfredo Volpi (1896-1988), depositadas em comodato no museu, na última segunda (7/10).


Apreendidas pela Justiça, no final do ano passado, as pinturas, estimadas agora em R$ 12 milhões, permaneceram na antiga casa de Volpi, onde atualmente reside sua neta, Mônica Volpi. No entanto, por iniciativa do Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna, elas foram transferidas para o museu.





"Solicitamos à Justiça essa medida porque as obras estavam em um local sem seguro e sem preservação adequada", disse o advogado Pedro Mastrobuono, pelo Instituto.

Há cerca de um mês, no dia 4 de setembro, os herdeiros do artista se reuniram com a juíza Vivian Wipfli, responsável pelo espólio do artista e, por consenso, aprovaram a transferência. A Folha acompanhou, com exclusividade, a abertura das embalagens com as obras no MAC.

Antonio Jose da Silva


A exposição monográfica com as obras de José Antonio da Silva pertencentes ao acervo do MAC USP pode ser lida como um desdobramento sobre o problema da autoria na história da arte. Isto porque estamos diante de um artista autodidata, cujas pinturas foram vistas como “frutos do isolamento vivido na mocidade” (Lourival Gomes Machado), e cuja fortuna crítica deveu-se à sua rápida incorporação ao debate modernista e presença em acervos importantes como o do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), pouco depois de sua descoberta pelos críticos Paulo Mendes de Almeida, Lourival Gomes Machado e Pietro Maria Bardi. A “invenção” de José Antonio da Silva pintor deu-se na segunda metade da década de 1940, quando aqui e fora, críticos e artistas modernistas retomavam uma questão cara à noção de arte moderna, atacada frontalmente nos anos do entreguerras, na Europa: a ideia de “primitivo” na criação artística. Em 1948, quando José Antonio da Silva realiza sua primeira exposição individual na Galeria Domus de São Paulo, o artista francês Jean Dubuffet, por exemplo, fundava seu Foyer de l'Art Brut [Fórum da Arte Bruta], no porão da galeria René Drouin em Paris, reunindo ali obras produzidas por artistas autodidatas.

As obras de José Antonio da Silva foram incorporadas ao museu em dois momentos bem distintos, que os identificam também com seus respectivos doadores. Quinze delas passaram ao acervo do MAC USP como Coleção Francisco Matarazzo Sobrinho, em 1963, provenientes do antigo MAM de São Paulo. Alguns indícios apontam para a reunião dessas obras no contexto da promoção de José Antonio da Silva como artista da Galeria Domus de São Paulo, entre 1948 e 1951. Num fundo de documentos de um dos primeiros diretores executivos do antigo MAM (Carlos Pinto Alves) encontramos uma extensa correspondência e minutas de contratos trocados entre ele e o artista, que nos sugerem uma relação muito estreita entre a galeria e o antigo museu, na promoção do recém-descoberto pintor. Da exposição na Casa de Cultura de São José do Rio Preto, em 1946, à sua participação na I Bienal de São Paulo, em 1951, a correspondência entre o artista e Pinto Alves aborda essencialmente dois assuntos: a redação e publicação da autobiografia do artista, Romance da minha vida , sob os auspícios do antigo MAM, em 1949; e seus acordos de venda e compra de obras com a Galeria Domus. Particularmente interessante é uma minuta de contrato de rescisão com a galeria, datada de 1951, no qual o artista lista 100 obras suas ali depositadas, parte significativa das quais deveria ser destinada a Francisco Matarazzo Sobrinho para saldar uma dívida do artista com o mecenas – que o havia ajudado na compra de uma casa. A datação das obras provenientes da Coleção Matarazzo confrontada com essa documentação nos sugerem que elas vieram todas desse ambiente, ou seja, de suas exposições na Galeria Domus. Ainda neste contexto, José Antonio da Silva viria a ser a estrela da Exposição de Pintura Paulista, organizada pela galeria em julho de 1949 para a sede do MEC, no Rio de Janeiro. O artista aparecia ao lado de Aldo Bonadei, Fúlvio Pennacchi, Emiliano Di Cavalcanti, Flávio de Carvalho, Yolanda Mohalyi, entre outros, com 63 pinturas, como um legítimo representante da pintura paulista. O texto de Lourival Gomes Machado sobre ele chamava a atenção para o fato da pintura de Silva ser pautada pela cor. Essa mesma ideia emerge também nos textos de Bardi, por ocasião da participação do artista na representação brasileira da Bienal de Veneza de 1952.


O segundo lote de obras de Silva passou ao acervo do MAC USP, em 1979, quando da doação da coleção do crítico, poeta e piscanalista Theon Spanudis. O colecionador doou um conjunto de 25 obras de Silva produzidas em sua grande maioria nos anos 1950. As escolhas de Spanudis são de outra natureza que as escolhas feitas para Matarazzo, e refletem uma segunda fase do trabalho do artista, em que o crítico teoriza sobre um “concretismo brasileiro” e busca aproximar as experiências de Silva às dos grupos de abstratos concretos brasileiros. A pesquisa estética de Spanudis serviu de base à sua tentativa de formulação da importância do “numinoso” na criação artística, e à busca por identificar o elemento geométrico como aquele essencial para o entendimento da arte como linguagem universal.

Entre primitivo e concreto, José Antonio da Silva se fez pintor no contexto modernista dos anos 1940/50. Que sua obra seja vista de uma perspectiva ou de outra, reflete sua introdução na história da arte moderna do Brasil num momento que parece marcar uma virada em torno da noção de modernismo: o abandono das tendências realistas e o mergulho no abstracionismo.

Ana Magalhães 
Curadora