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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

“Dalí: A Divina Comédia” _____11/09/2013

Em exposição paralela pudemos visitar na Caixa Cultural a exposição “Dalí: A Divina Comédia”. A mostra reúne 100 gravuras do pintor surrealista Salvador Dalí (1904 – 1989), inspiradas em uma das maiores obras da literatura mundial, a Divina Comédia, do poeta italiano Dante Alighieri. 


Entre 1950 e 1960, Dalí criou uma centena de aquarelas para governo italiano pela comemoração dos 700 anos do nascimento de Dante. Com a colaboração dos editores Joseph Foret e Jean Estrade, no atelier deste último, foram impressos alguns conjuntos de cem gravuras da obra de Dalí, depois apresentados em Paris, em momentos diferentes, nomeadamente, em 1960, o “Inferno”; em 1962, o “Purgatório” e em 1964, o “Paraíso”.










As gravuras de Dalí percorrem a viagem imaginária de Dante, desde os círculos infernais, acompanhado por Virgílio, até o centro da terra, onde encontra Lúcifer. Depois, regressando à superfície terrestre, sobe a montanha do purgatório para, guiado pela sua amada Beatriz, ser admitido no paraíso.









































As cem imagens que ilustram, um a um, os cantos do poema épico de Dante são provenientes de uma coleção privada da Espanha. Este acervo de gravuras pretende conduzir o público a uma viagem do inferno ao paraíso na visão desse grande artista universal catalão.


Salvador Dalí: Saiba um pouco mais desta pessoa.

Nascido na Espanha, na cidade de Figueres, região da Catalunha, em 11 de maio de 1904, o pintor Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech é considerado um dos maiores representantes do surrealismo. Admirador da arte renascentista, Dalí criou um estilo pessoal, reconhecido por sua imaginação excêntrica. Falecido em 23 de janeiro de 1989, produziu cerca de 1.500 pinturas durante sua carreira; inúmeras ilustrações para livros; litografias; desenhos de conjunto; fantasias e um número considerável de desenhos, esculturas e projetos paralelos, para fotografia e cinema.

Sem mais, até a próxima Quarta-feira no Instituto Tomie Ohtake



Ao sair do metrô (Estação Faria Lima) siga na direção noroeste na Av. Brg. Faria Lima em direção a R. Teodoro Sampaio 750 m - Ao encontrar a Rua dos Coropes, vire à direita - o destino estará à esquerda a 41m

Instituto Tomie Ohtake - R. dos Coropés, 88 - Pinheiros

Abraço a todos
Manoel

www.foradassombras.blogspot.com.br

Axk Leskoschek - LUZÊNCIAS - Caixa Cultural 11/09/2013


Miniaturas iluminadas do artista austríaco Axl Leskoschek enriqueceram grandes obras literárias editadas no Brasil; a exposição apresentou cerca de 100 gravuras, produzidas pelo artista entre 1939 e 1948, período em que morou e trabalhou no Brasil. 


Reconhecido por sua requintada miniaturização da ação humana, Axl Leskoschek pega carona na mobilidade dramática dos personagens literários e implode essa característica em suas linhas, luzes e sombras, cortes no escuro da madeira, para iluminar e projetar a dimensão incomensurável de sua arte, miniaturizada, no espaço físico da matriz e a recorrente impressão sobre o papel.


Sintetizando o máximo de detalhes no menor espaço, Axl Leskoschek emoldura, pela simetria da paisagem/cenografia, os sentimentos dos personagens literários, sejam estes de Graciliano Ramos, do então novato Carlos Lacerda ou do russo Dostoiévski, seus “parceiros” de trabalho. Os livros, e um álbum com originais seguido de 10 matrizes, ilustram o caráter didático e estético da mostra.


Tendo lecionado xilogravura no curso de desenho de propaganda e de artes gráficas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, Leskoschek foi uma fonte de dedicação à técnica e de comprometimento artístico para toda uma geração de talentosos artistas, como Fayga Ostrower, Edith Behring, Renina, Ivan Serpa e Almir Mavignier.




Saiba um pouco mais sobre Axl Leskoschek:


Nascido em Graz, na Áustria, em 1889 – Axl Leskoschek faleceu em 1979 em Viena, capital de seu país. Nesse meio tempo, foi gravador, pintor, ilustrador, desenhista, professor e cenógrafo.


Formado em Direito, exerceu o magistrado em sua cidade natal. Ingressou na Escola de Belas Artes de Graz e na Escola de Artes Gráficas de Viena, em 1919. Em 1921, apresentou aquarelas em sua primeira individual. Entre 1929 e 1932, criou cenários para teatro.


Com a ascensão do nazismo, exilou-se na Suíça, em 1938, onde inicia a série de xilogravuras Odysséia; transferiu-se para o Rio de Janeiro, em 1939. Ensinou Xilogravura no Curso de Desenho e Propaganda da Fundação Getúlio Vargas. Na temporada brasileira, ilustrou os clássicos “Os Lusíadas” e “Odisséia”, e livros de autores e temáticas nacionais como “Brazilianischer Romanzero”, de Ulrich Bechers, “Dois Dedos”, de Graciliano Ramos; e “Uma Luz Pequenina”, de Carlos Lacerda.


Em 1946, realizou a primeira individual no Brasil, na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro; em 1948, apresentou-se no Ministério da Educação e Cultura. O artista, além de realizar xilogravuras, pintou paisagens, naturezas-mortas e cenas do cotidiano carioca e fluminense.



Retornou à Áustria, em 1949, passando a residir em Viena, onde veio a falecer, no dia 12 de fevereiro de 1979. A Graphus Editora lançou, em 1981, o álbum “Ilustrações de Axl Leskoschek para Dostoievski”, com apresentação de José Neistein e a impressão de xilogravuras originais, realizadas pelo editor Julio Pacello.

Sem mais, até a próxima quarta-feira onde nos encontraremos no Instituto Tomie Ohtake




Abraços a todos
Manoel
www.foradassombras.blogspot.com.br

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Audiência Pública - Economia Solidária Câmara Municipal SP 04/09/2013

BREVE HISTÓRICO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

A instituição Câmara Municipal teve sua origem na Antiga Roma, onde o vereador, chamado edil, era o funcionário responsável pela garantia e observância do bem comum. No Brasil, as Câmaras foram introduzidas pelos colonizadores portugueses, e em São Paulo começou a funcionar a partir de 1560, por ato do terceiro governador-geral do Brasil, Mem de Sá.

A primeira sede da Câmara Municipal de São Paulo começou a ser construída em 1575e foi inaugurada, inacabada, em 1576. Em 1711, a Vila de São Paulo dos Campos de Piratininga foi elevada à categoria de cidade, e o Conselho da Câmara passou a se chamar Senado da Câmara, tendo aumentadas suas atribuições administrativas e coercitivas.


Em 1720, no Largo do Ouvidor, foi construído o Novo Paço do Conselho, sobrado onde funcionava o Senado da Câmara no andar superior e, embaixo, a cadeia e o açougue. Foi a fórmula encontrada para solucionar problemas gerados pelo precário abastecimento de carne e encarceramento de condenados pela justiça da pobre cidadezinha.

Em 1770, o prédio, que estava em ruínas, foi demolido, passando a Câmara Municipal de São Paulo a funcionar em outro espaço, locado, na Rua do Carmo. Em 1788, a Câmara foi transferida para um casarão construído no Pátio de São Gonçalo, hoje Praça João Mendes.

Proclamada a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, o imperador d. Pedro I determinou a elaboração de uma Constituição para a nova nação. Concluída, foi outorgada pelo imperador em 25 de março de 1824. A partir daí, grandes mudanças ocorreram nas Câmaras Municipais brasileiras, pois o Poder foi dividido em quatro: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador, sendo que este era competência do próprio imperador.


As Câmaras Municipais continuariam existindo e seriam presididas pelos vereadores mais votados, cabendo-lhes o governo municipal e a gestão econômica das vilas e cidades.

Em 1828, a Carta de Lei do Império trouxe maiores mudanças para as Câmaras Municipais. Retirou-lhes a função judiciária; determinou eleições diretas para vereadores, cujo número passou a ser nove nas cidades e sete nas vilas; e aumentou o mandato eletivo para quatro anos, colocando-as sob a tutela dos Poderes Legislativos superiores, que limitaram sua atuação.

As tentativas de reduzir o poder das administrações locais não pararam por aí. Em 1835, foram criados no município de São Paulo os cargos de prefeito e subprefeito, os quais, por resistência dos vereadores, foram extintos em 1838.

Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, novas mudanças ocorreram e as Câmaras Municipais foram fechadas por decreto do Governo Provisório. No ano seguinte, a cidade de São Paulo passou a ser governada por um Conselho Municipal de Intendências, escolhido pelo governo estadual.


Em 1891, foi promulgada a Primeira Constituição Republicana, que adotou o regime republicano, presidencialista, federativo e democrático liberal. A tripartição do poder em Executivo, Legislativo e Judiciário, harmônicos e independentes entre si, previa a autonomia municipal. Nesse mesmo ano, a Câmara Municipal de São Paulo teve aumentado para 16 o número de vereadores.

No ano seguinte, retomou suas atividades. Em 1898, a Lei Municipal n°374 criou o cargo de prefeito municipal, e a Câmara Municipal de São Paulo passou a exercer a função legislativa, perdendo, assim, o exercício da função executiva.

Foi a própria Câmara que indicou o primeiro prefeito da Cidade de São Paulo, Antônio da Silva Prado (1899 a 1911), sendo seus sucessores eleitos pelo voto popular.
A Câmara Municipal paulistana, a exemplo das demais Câmaras Municipais brasileiras, sofreu um duro golpe com a Revolução de 1930, quando teve seus membros depostos e suas atividades suspensas, por decreto do então presidente Getúlio Dornelles Vargas.

Em 1934, instaurou-se uma nova ordem Constitucional e, no ano seguinte, com a promulgação da Lei Orgânica dos Municípios, a Câmara Municipal de São Paulo voltou a funcionar, por um breve período, no Palácio do Trocadero, atrás do Theatro Municipal, sendo novamente fechada em 1937, pela legislação do Estado Novo.


Com o fim do Estado Novo, em 1945, e com a promulgação da Carta de 1946, foram convocadas eleições, inclusive para vereador, realizadas no ano seguinte. O grande vencedor foi o Partido Comunista, que conseguiu eleger a maior bancada de vereadores, os quais, após uma manobra política, tiveram seus mandatos cassados.

Em 1º de janeiro de 1948, 45 vereadores tomaram posse solenemente, dando início à 1ª Legislatura. Naquela época, a Câmara Municipal de São Paulo localizava-se no Palacete Prates, na Rua Líbero Badaró.

O Golpe Militar de 1964 acabou por produzir a Constituição da República Federativa do Brasil de 24 de janeiro de 1967, com redação oficial dada pela Emenda Constitucional n° l, de 17 de outubro de 1969, que reduziu o número de vereadores para 21. Também em 1969, no dia 7 de setembro, a Câmara Municipal de São Paulo mudou-se para o Palácio Anchieta, no Viaduto Jacareí, n° 100, seu atual endereço.

Fruto da insatisfação geral, a abertura democrática iniciou-se com a vitória esmagadora do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), oposição ao governo militar, sobre a Aliança Renovadora Nacional (Arena), representante da situação.

Na década de 80, grandes mudanças aconteceram no cenário político brasileiro. Teve início o processo de anistia, as eleições para os governos dos estados voltaram a ser diretas e foi restabelecido o pluripartidarismo.


No âmbito municipal, a Emenda Constitucional n° 14, de 9 de setembro de 1980, estendeu o mandato dos prefeitos (exceto os nomeados), vice-prefeitos, vereadores e suplentes até 1983, para que em todo o País as eleições do município fossem realizadas simultaneamente às eleições gerais para deputados. Como consequência, na Câmara de São Paulo, a 8ª Legislatura teve seis anos de duração (1º/2/1977 a 31/1/1983).

Ainda em continuidade ao processo de abertura, a Emenda Constitucional n° 22, de 29 de junho de 1982, convocou eleições diretas para prefeito, vice-prefeito e vereadores. Como as anteriores, deveriam ser realizadas ao mesmo tempo em todo o País. Para tanto, a Câmara Municipal de São Paulo prorrogou a duração de sua 9ª Legislatura (1º/2/1983 a 31/12/1988).

Essa Emenda Constitucional possibilitou que nos municípios com mais de um milhão de habitantes, como no caso de São Paulo, o número de vereadores fosse ampliado para 33.


Promulgada a atual Constituição da República Federativa do Brasil, em 5 de outubro de 1988, o número de vereadores da Câmara de São Paulo foi novamente ampliado, passando, na 10ª Legislatura, a 53.

Tendo o artigo 29 da referida Constituição estabelecido que o município deveria ser regido por Lei Orgânica, a Câmara Municipal de São Paulo foi convertida em Assembleia Municipal Constituinte e, em 4 de abril de 1990, promulgou a Lei Orgânica do Município de São Paulo, vigente até os dias atuais. Esta Lei normatiza e estrutura os poderes Executivo e Legislativo Municipais, confere-lhes competências e rege as atividades administrativas da cidade de São Paulo.

Desde a 11ª Legislatura (1º/1/1993 a 31/12/1996), por ter São Paulo ultrapassado cinco milhões de habitantes, a Câmara Municipal passou a ter 55 vereadores, limite máximo estabelecido pela Constituição Federal. Eleitos pelo voto popular, em pleito realizado a cada quatro anos, os vereadores representam os mais diversos segmentos da sociedade.


Ref:http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12190&Itemid=209