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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Aparecida - A Virgem Mãe do Brasil - Museu Afro Brasil


Na expedição do dia 24/10/2012 visitamos nosso vizinho, Museu Afro Brasil com a exposição dedicada a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.  Com curadoria de Emanoel Araújo, "Aparecida - A Virgem Mãe do Brasil", a mostra conta com uma serie de montagens cenográficas com imagens/objetos evocando Aparecida.




Com predominância barroca (italiana século XVII), a mostra conta ainda com objetos de adoração utilizados à época em que os primeiros escravos, vindos da África, como não podiam cultuar suas divindades tomavam equivalentes da igreja católica em substituição.



Laborados em madeira, cerâmica, terracota e barro por artesãos da época (em geral escravos), as esculturas retratam deuses, mascaras e vestimentas de uso restrito a cultos religiosos, a mostra conta também com colares em pedra, marfim, conchas demonstrando a capacidade de criação do negro.



Próxima quarta-feira nos encontraremos no Parque Ibirapuera para trocarmos experiências a respeito do que aprendemos em mais uma jornada de descobertas não somente sobre o que vimos como também nos mesmos. Somos gratos ao Cláudio pela belíssima monitoria – começo – meio e fim – pena que não pode durar mais.

Abraço a todos

Manoel


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Adriana Varejão____MAM 10/10/2012




Na expedição do dia 10/10/2012 visitamos nosso vizinho, MAM – Museu de Arte Moderna. Com 42 obras, a exposição panorâmica de Adriana Varejão nos ofertou obras de vários períodos de sua carreira, todos a partir da decada de 90 (em especial, após 1992) de sua coleção presente no pais e no exterior, como a Fundación "la Caixa" (Madri), Tate Modern (Londres) e Guggenheim (Nova York).


A mostra tem seleção de trabalhos fundamentais da artista feita pelo curador Adriano Pedrosa, colega desde aqueles tempos. Verdade não contamos com monitoria, porém gentilmente o Moacir (Moa) nos brindou com seu conhecimento em relação as possíveis duvidas dos participantes do Coloquio.


Uma das 42 obras, de grandes dimensões e produzida especialmente para a exposição, traz azulejos nos quais são retratadas plantas carnívoras. Esta obra remete ao trabalho da artista presente no Panorama da Arte Brasileira de 2003, no próprio MAM, em que azulejos reais traziam estampas de plantas alucinógenas. O painel, de cerca de 18 metros de extensão, é composto por 54 módulos de pintura.




Também foram produzidos para o evento uma pintura em grande formato, com o panorama da Bahia de Guanabara, Rio de Janeiro; e um prato. Os dois trabalhos foram recriados em estilo chinês, nos quais a artista Adriana Varejão retoma a série Terra Incógnita, iniciada em 1992, introduzindo elementos do trabalho atual da artista. A mostra inclui ainda os exemplos mais significativos das séries de Pratos, Saunas, Ruínas de Charque, Mares e Azulejos, Línguas e Incisões, Irezumis, Acadêmicos, Proposta para uma Catequese e Terra Incógnita.



Sem mais, nos encontraremos quarta-feira que vem no Cecco Ibirapuera para dividir o conhecimento obtido nessa jornada. Por hoje, sou grato por ter adquiro um pouco mais cultura ao meu viver - Valeu Moacir... obrigado pela gentil cooperação!!

Manoel

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Casa das Rosas


Na expedição do dia 26/09/2012 visitamos a Casa das Rosas, casarão localizado no inicio da Avenida Paulista. Projetado pelo escritório de Francisco de Paula Ramos de Azevedo pouco antes de sua morte, a construção terminou em 1935 e veio abrigar uma de suas filhas, Lúcia Azevedo Dias de Castro. O imóvel foi habitado até 1986, quando sofreu desapropriação pelo governo do estado de São Paulo.



Inaugurado em suas dependências (1991) o espaço cultural batizado de "Casa das Rosas", recebeu esse nome porque possuía um dos maiores e mais belos jardins de rosas da cidade. A partir de 2004, a casa se tornou o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e passou a ser administrada pelo professor e poeta Frederico Barbosa. O espaço ainda oferece eventos culturais, diversos cursos e exposições periódicas, atividades ligadas à literatura.



A Casa abriga a primeira biblioteca do país especializado em poesia e também uma livraria da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo comercializando somente livros de editoras universitárias. Um dos detalhes que nos chamou a atenção foram os azulejos empregados no terraço, resistentes a umidade, fato incomum à época sem contar também que as janelas e portas originais, apesar de terem cor de madeira, na realidade foram confeccionadas em ferro, fato este indicando que à época já se tinha uma seria preocupação com a segurança dos moradores.

Sem mais, até a próxima reunião do Colóquio Cultural será realizado no Parque Ibirapuera as 14:00. Até lá, pessoal!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Tridimensional no Acervo do MAC: Uma Antologia


Na expedição do dia 12/09/2012, visitamos o nosso vizinho de Parque Ibirapuera MAC - Museu de Arte Contemporânea com trabalhos de Frida Baranek, Eduardo Climachauska e Paulo Climachauska, Sérvulo Esmeraldo, Carlos Fajardo, Carmela Gross, Liuba Wolf, Maria Martins, Cildo Meireles, Henry Moore, Ernesto Neto, Gustavo Rezende, Chihiro Shimotani, François Stahly, Sofu Teshigahara, Ângelo Venosa, Ales Villegas, Franz Weissmann e Haruhiko Yasuda.


A mostra apresenta a crise que atravessam as artes visuais, sobretudo a partir do final da Segunda Guerra, focando sua atenção no esfacelamento do conceito tradicional da escultura ocorrido nas últimas décadas. 



Apresentando alguns dados e sublinhando parâmetros que ajudam a compreender a complexidade da arte entre os anos 1940 e o final dos anos 1990, a exposição dá o tom de como o MAC USP pretende propor a série de mostras que, no decorrer dos próximos meses, complementará a implantação do Museu neste novo espaço.




Sem mais, até a próxima no Parque Ibirapuera
Manoel



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pinacoteca do Estado_____Acervo permanente



Na expedição do dia 29/agosto voltamos a visitar o acervo permanente da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Composta por cerca de 500 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e fotografias, de autoria de artistas fundamentais para a história da arte brasileira daquele período, como Debret, Taunay, Facchinetti, Almeida Junior, Eliseu Visconti, Pedro Alexandrino, Candido Portinari, Lasar Segall, entre outros. Divididas por salas (grande parte das obras visitadas foram no segundo andar), encontramos:

Sala 1 – A tradição colonial (sala visitada)
Sala 2 – Os artistas viajantes (sala visitada)
Sala 3 – A criação da Academia (a visitar)
Sala 4 – A Academia no fim do século (a visitar)
Sala 5 – O ensino acadêmico (a visitar)
Sala 6 – Os gêneros de pintura (a visitar)
Sala 7 – Realismo Burguês (a visitar)
Sala 8 e 9 – Das coleções para o museu (a visitar)
Sala 10 – Um imaginário paulista (a visitar)
Sala 11 – O nacional na arte (a visitar)



Anita Malfatti - Vendedora de Frutas


Amolação Interrompida
Almeida Junior

Antonio Ferrigno - Preta Quitandeira      

            Portinari  Mestiço - 1934 
            Óleo sobre tela - 81x61 cm

Caipira picando fumo (Almeida Junior)


Sem mais, próxima reunião do Colóquio Cultural será no Parque Ibirapuera onde faremos nossas considerações a respeito das obras visitadas.

Abraço a todos

Manoel

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Oswaldo Goeldi____Sombria luz____MAM



Com cerca de 200 trabalhos, entre gravuras originais e desenhos em carvão, nanquim, lápis, etc produzidos nos anos 1920 até sua morte, em 1961, o Museu de Arte Moderna apresenta "O expressionismo de Oswaldo Goeldi" com uma linguagem particular dentro do modernismo brasileiro, ou seja, uma visão obscura e melancólica do Rio de Janeiro contrastando com a idéia de um pais alegre, colorido e feliz proposto por seus contemporâneos.



As obras de Goeldi se caracterizam por afinidades temáticas trazendo uma visão diferente do espaço urbano carioca (ruas, casarões e transeuntes); quanto às afinidades plásticas, com predominância da xilogravura que a partir de um determinado momento ganha cor para contrabalançar o preto constante do desenho e da gravura próxima à exploração de luz e sombra de um pais cheio de contrastes, desajustes, isolamento e solidão que se contrapondo a exuberante beleza natural, podemos afirmar que sua produção choca os mais sensíveis ao expor 50 anos atrás a realidade presente e meio século depois vem confirmar sua expectativa.


Segundo Paulo Venancio Filho, “meio século após sua morte, as obras de Goeldi ainda desafiam os clichês que retratam o Brasil como uma espécie de paraíso tropical. Com os recursos limitados da xilogravura e do desenho a lápis ou carvão ele mostrou que sob a luz solar havia um mundo em desassossego e desajuste”. “Este singular expressionista deslocado nos trópicos, que encontrou em Alfred Kubin – com quem se correspondeu – um amigo e admirador, vislumbrou, especialmente na paisagem urbana do Rio de Janeiro, a condição trágica do homem moderno; seu isolamento, sua solidão, sua disjunção com o real. Através da simples oposição entre luz em sombra da xilogravura, com uma economia mínima de elementos, revelou um mundo subterrâneo, às vezes fantástico, às vezes sinistro e ameaçador, e não menos verdadeiro.”


Manoel – MAM – Museu Arte Moderna


http://www.centrovirtualgoeldi.com/paginas.aspx?Menu=obras&opcao=G&iditem=0

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=metropolis---exposicao-oswaldo-goeldi--sombria-luz-04024C1B3170E4C12326

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Obras primas do impressionismo francês.


Na expedição do dia 08/08/2012 visitamos o Centro Cultural Banco do Brasil com 20 obras-primas do impressionismo francês.

Ocupando todos os andares do prédio, a exposição foi dividida em sete módulos e por falta de tempo não foi possível visitar todas as salas.

O termo “impressionismo” é, primeiramente, aplicado um movimento estético da pintura. Radicais à sua época, os impressionistas violaram as regras da pintura acadêmica: criavam pinturas com pinceladas livres, excluindo, assim, as linhas e os contornos; também usaram cenas realistas da vida moderna como tema e que eram, na maioria das vezes, pintadas ao ar livre. Antes deles, era normal que naturezas-mortas, retratos e até mesmo paisagens fossem produzidas em estúdios.

Os pintores impressionistas descobriram que podiam captar os efeitos momentâneos e transitórios da luz solar, em pleno ar livre. Eles retrataram os efeitos visuais ao invés dos detalhes, usando cores compostas (misturadas) e cores puras em pinceladas, e não usavam efeitos de suavização e sombreado, como era feito anteriormente, a fim de obter intenso efeito de vibração de cor.


Algumas obras visitadas:


Em "O Tocador de Pífano", feita em 1866 por Édouard Manet (1832-1883), o artista "transforma" um simples e anônimo menino de regimento em grande personagem da Espanha. Utiliza cores chapadas, nítidas nos pretos, com espaço sem profundidade. A obra, rejeitada pelo júri do Salão de 1866, despertou o entusiasmo de Émile Zola pelo pintor.


A pintura "O Banho", feita em 1867 por Alfred Stevens (1823-1906). O artista tomou emprestadas de seus amigos Degas e Manet a sutileza nos tons de cinza e a firmeza das pinceladas, mas se distingue pela multiplicação dos detalhes prosaicos e complexidade das relações sentimentais, como pode ser visto no relógio masculino na saboneteira.


A tela "Senhora Darras" (1868) de Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), mostra um detalhe do rosto da senhora Darras, cuja fineza, elegância e charme são enaltecidos pelo pequeno véu, que atenua os traços e confere mistério à personagem.


Em "Retrato do Artista com Fundo Rosa", Paul Cézanne (1839-1906) representa a si mesmo de forma intensa e com total objetividade, com pinceladas largas e firmes. Feita em 1875, a pintura impressionou o poeta Rainer Maria Rilke, que citou a "incorruptibilidade desse olhar imparcial"


O Salão de Dança em Arles", de Vincent van Vogh (1853-1890), retrata o sonho do artista em fundar, com Paul Gauguin, o "Ateliê do Sul", no sul da França. Na tela, feita em 1888, os rostos estão no limite da caricatura

É isso ai gente...oportunidade como esta de ver 'ao vivo" obras de artistas famosos expostas em museus franceses dificilmente seria possível a muitos de nos. Sou grato ao Coloquio por ter oferecido essa encantadora exposição da mais fina arte do impressionismo francês.

Sem mais, até a próxima
Manoel



Programação 2º Semestre 2012 do Colóquio Cultural



Data .....................................Exposição.............................................. Local

15/08-Goeldi “Sóbria luz” – gravuras e desenhos MAM – 14:30h Parque Ibirapuera

22-08-Colóquio Parque Ibirapuera 14h

29/08-Acervo Permanente Pinacoteca Pinacoteca – 14:15h – Estação Luz

05/09-Colóquio Parque Ibirapuera 14h

12/09-Esculturas MAC – nova sede (Detran) 14:15h

19/09-Colóquio Parque Ibirapuera 14:00h

26/09-Casa das Rosas Av. Paulista, 37 – 14:00h

03/10-Colóquio Parque Ibirapuera 14:00h

10/10-Biblioteca Mario de Andrade Rua da Consolação, 94 – Centro

17/10-Colóquio Parque Ibirapuera 14:00h

24/10 Em aberto 

31/10-Em aberto

07/11-Casa da Imagem Rua Roberto Simonsen 136B Centro 14;30h

14/11-Colóquio Parque Ibirapuera 14:00h

21/11-30ºBienal “A iminência das poéticas” Fundação Bienal – Parque Ibirapuera 14;30h

28/11-Colóquio Parque Ibirapuera 14:00h

05/12 - 30ºBienal “A iminência das poéticas” Fundação Bienal – Parque Ibirapuera 14;30h

12/12- Encerramento. Parque Ibirapuera


É isso ai pessoal - maiores informações vou atualizando o blog


domingo, 29 de julho de 2012

Programa extra do Colóquio ___vambora gente??


Horário esta meio estranho mas dando tudo certinho estarei la 8 da manha - quando a exposição fica ao lado do metro, fica tudo mais facil.


A Selma conseguiu agendar monitoria para a exposição.

'Paris: Impressionismo e Modernidade', mas apenas para o período da MANHÃ, no dia 08 de agosto, às 8hs, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), à Rua Alvares Penteado, 112, centro.


Ela está convidando frequentadores de outras oficinas também para este dia.

Você poderia enviar essa informação à lista de e-mails do Colóquio e também colocar no blog, por favor? Quem sabe alguém teria disponibilidade! A monitoria será das 8hs às 9hs - só estão atendendo as instituições cedo, depois abrem para o público em geral. Eu não poderei estar, por conta de outra atividade no CECCO, mas Selma estará!

Dia 08 de agosto é também o dia agendado para nosso retorno do Colóquio no Parque Ibirapuera às 14hs - e vamos mantê-lo, ok? Faremos o retorno das férias e conversaremos sobre o que já conseguimos agendar para o semestre!!

Muito grata!
Abraço


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Panoramas: a paisagem brasileira - FAAP



Na expedição do dia 06/06/2012 visitamos o Instituto Moreira Salles (IMS) que nos brindaram com a exposição Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do Instituto Moreira Salles reunindo 280 obras, entre fotografias, desenhos e gravuras produzidas entre os anos de 1820 e 1920.




Para os curadores Carlos Martins (consultor de iconografia brasileira do IMS), Sergio Burgi (coordenador de fotografia do IMS) e Julia Kovensky (coordenadora de iconografia do IMS), o objetivo da mostra, ao reunir os acervos fotográfico e iconográfico do Instituto Moreira Salles, é apontar os procedimentos que moldaram a representação da paisagem brasileira no decorrer do século XIX.




Pudemos apreciar gravuras, desenhos e litografias de artistas viajantes, como os alemães Johann Moritz Rugendas e Carl Friedrich von Martius e o inglês Charles Landseer, entre outros que passaram pelo Brasil. “Empenhados em registrar tudo o que viam, esses artistas deixaram um grande legado em papel: esboços naturalistas, estudos preparatórios, aquarelas e gravuras, que, reproduzidas em larga escala, ilustravam álbuns de suvenir e livros de viagem”.




Estão expostas também obras de renomados fotógrafos estabelecidos no Brasil, como Augusto Stahl, Victor Frond, Militão Augusto Azevedo, Georges Leuzinger, Marc Ferrez, entre outros.“Esses fotógrafos se especializaram no registro da paisagem urbana e natural e deixaram um legado primordial para a história e memória do país”, acrescenta Sergio Burgi.




As imagens apresentadas na mostra retratam o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, e antigas regiões coloniais e cafeeiras do século XIX, como São Paulo, Salvador, Recife, Olinda, Santos, Mariana e Ouro Preto. Além disso, a exposição apresenta panoramas com registros da vegetação, de rochas, rios e cadeias de montanhas, temas apreciados por viajantes e naturalistas, além de registros fotográficos produzidos, por exemplo, por Marc Ferrez para a Comissão Geológica e Geográfica do Império e por Georges Leuzinger para o naturalista Louis Agassiz.




Semana que vem não teremos Colóquio, mas no dia 20/06/2012 nos reuniremos para festa de encerramento do semestre.