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domingo, 29 de julho de 2012

Programa extra do Colóquio ___vambora gente??


Horário esta meio estranho mas dando tudo certinho estarei la 8 da manha - quando a exposição fica ao lado do metro, fica tudo mais facil.


A Selma conseguiu agendar monitoria para a exposição.

'Paris: Impressionismo e Modernidade', mas apenas para o período da MANHÃ, no dia 08 de agosto, às 8hs, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), à Rua Alvares Penteado, 112, centro.


Ela está convidando frequentadores de outras oficinas também para este dia.

Você poderia enviar essa informação à lista de e-mails do Colóquio e também colocar no blog, por favor? Quem sabe alguém teria disponibilidade! A monitoria será das 8hs às 9hs - só estão atendendo as instituições cedo, depois abrem para o público em geral. Eu não poderei estar, por conta de outra atividade no CECCO, mas Selma estará!

Dia 08 de agosto é também o dia agendado para nosso retorno do Colóquio no Parque Ibirapuera às 14hs - e vamos mantê-lo, ok? Faremos o retorno das férias e conversaremos sobre o que já conseguimos agendar para o semestre!!

Muito grata!
Abraço


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Panoramas: a paisagem brasileira - FAAP



Na expedição do dia 06/06/2012 visitamos o Instituto Moreira Salles (IMS) que nos brindaram com a exposição Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do Instituto Moreira Salles reunindo 280 obras, entre fotografias, desenhos e gravuras produzidas entre os anos de 1820 e 1920.




Para os curadores Carlos Martins (consultor de iconografia brasileira do IMS), Sergio Burgi (coordenador de fotografia do IMS) e Julia Kovensky (coordenadora de iconografia do IMS), o objetivo da mostra, ao reunir os acervos fotográfico e iconográfico do Instituto Moreira Salles, é apontar os procedimentos que moldaram a representação da paisagem brasileira no decorrer do século XIX.




Pudemos apreciar gravuras, desenhos e litografias de artistas viajantes, como os alemães Johann Moritz Rugendas e Carl Friedrich von Martius e o inglês Charles Landseer, entre outros que passaram pelo Brasil. “Empenhados em registrar tudo o que viam, esses artistas deixaram um grande legado em papel: esboços naturalistas, estudos preparatórios, aquarelas e gravuras, que, reproduzidas em larga escala, ilustravam álbuns de suvenir e livros de viagem”.




Estão expostas também obras de renomados fotógrafos estabelecidos no Brasil, como Augusto Stahl, Victor Frond, Militão Augusto Azevedo, Georges Leuzinger, Marc Ferrez, entre outros.“Esses fotógrafos se especializaram no registro da paisagem urbana e natural e deixaram um legado primordial para a história e memória do país”, acrescenta Sergio Burgi.




As imagens apresentadas na mostra retratam o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, e antigas regiões coloniais e cafeeiras do século XIX, como São Paulo, Salvador, Recife, Olinda, Santos, Mariana e Ouro Preto. Além disso, a exposição apresenta panoramas com registros da vegetação, de rochas, rios e cadeias de montanhas, temas apreciados por viajantes e naturalistas, além de registros fotográficos produzidos, por exemplo, por Marc Ferrez para a Comissão Geológica e Geográfica do Império e por Georges Leuzinger para o naturalista Louis Agassiz.




Semana que vem não teremos Colóquio, mas no dia 20/06/2012 nos reuniremos para festa de encerramento do semestre.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pinacoteca do Estado

Uma joia junto a Estação da luz





Na expedição do dia 23 de maio de 2012 fizemos uma linda viagem pela história do Brasil através do mundo da arte!

Ibere Camargo

Almeida Junior

Segall

Conhecemos a história da Pinacoteca e após algumas leituras, as obras nos revelaram como tem se dado à formação do povo brasileiro.

Pablo Salinas

A monitoria foi excelente, mas devido à greve do metrô com o conseqüente caos nos transportes, poucas pessoas estavam presentes.

Tarcisa do Amaral

Heinrich Kley

Agendaremos nova expedição no 2º semestre de 2012!

Abraços e até a próxima "viagem"!

Marisa.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Jóias do Deserto_______Fiesp


Na tarde do dia 02/5/2012 em horário um pouco diferente do costumeiro, visitamos na Fiesp a exposição da historiadora Thereza Collor intitulada Jóias do Deserto com cerca de duas mil peças entre brincos, colares, vestes, braceletes, tornozeleiras, adornos de cabeça, pescoço, cintos e bolsas reunidos ao longo de alguns anos de pesquisa. Boa parte das peças exposta eram usadas em ocasiões especiais e denotava a classe social que o proprietário da mesma pertencia. Notamos que as pedras presas às jóias eram usadas não só para aumentar a beleza como amuleto espantando o mau olhado.


Vindas dos desertos da Arábia, Ásia Central, Saara, Himalaia, Thar e região, poucas peças eram de uso infantil, pois conforme as crianças cresciam, a prata era derretida e transformada em novos adereços. Os territórios pesquisados em suas andanças abrangem países como Marrocos, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen, Omã e Síria, além de nações não árabes, como Mali, Irã e Afeganistão.


Observamos também colares de uso misto – tanto homens como mulheres usavam. Em alguns casos sofriam um processo de transformação tornando-se adornos de cabeça. Curiosamente, alguns brincos por serem por demais pesados ficavam presos na parte superior da orelha e não no lugar apropriado para isso.
Como peças nitidamente masculinas encontramos cintos que serviam p transporte de balas de revolver/espingarda e também adagas de vários tamanhos. Algumas bolsas eram usadas para carregar orações ou mesmo adornos religiosos.


A exposição traz também fotografias de diferentes desertos, seus habitantes e roupas características registrados pela câmara da própria colecionadora em alguns dos paises num total aproximado de 300 imagens levando-nos a questionar o quanto é possível conciliar a satisfação da descoberta do antigo num mundo cada vez menor e violento, mas nem por isso menos romântico.


Semana que vem nosso encontro será no Parque Ibirapuera as 14:00h. Boa semana a todos.
Manoel

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Guerra e Paz________Portinari


Na expedição do dia 18/04/2012 visitamos no Memorial da América Latina a Exposição em homenagem ao Cinquentenário da morte de Cândido Portinari (06/02/1962) GUERRA e PAZ.



Entre obras produzidas entre os anos de 1952 e 1956 como painéis, murais e mais de 100 estudos feitos pelo artista, alguns vídeos relatando o transporte dos quadros da  sede   da ONU (Nova York) até os ateliês de restauro no Palácio Gustavo Capanema (Rio Janeiro) e alguns projetos não realizados do autor também fazem parte da exposição.


Alias, o nome da exposição lembra a obra do autor: Guerra e Paz. A saber,   esta   pintura conta com dois painéis de aproximadamente 14 x 10 m cada   um  pintados a óleo     sobre madeira compensada naval com o auxilio de Entico Bieanco e Maria Luiza  Leão que pela beleza do conjunto levou o autor a ser agraciado (1956) com  o   premio      concedido pela Solomon Guggenheim Foundation de Nova York pela sua originalidade.


Um fato interessante chamou nossa atenção: os painéis não puderam ser inaugurados pelo autor, pois Portinari teve sua entrada nos EUA impedida por negação de visto do governo americano sob acusação de “comunista”. Localizados em local nobre, de acesso restrito aos delegados das Nações Unidas, no hall de entrada da Assembléia Geral, os monumentais painéis não podem ser vistos pelo público por razões de segurança, nem mesmo durante as visitas guiadas da ONU. Caramba! Que privilegio ver em nossa cidade algo tão famoso que nem mesmo de seu lugar de exposição é aberto ao publico! Merecemos...Nos merecemos.


Por esse motivo, o Projeto Portinari (Organização dirigida pelo filho único do artista, Professor João Candido Portinari, para, entre outras atividades, catalogar o acervo das obras do pai) sempre sonhou expor Guerra e Paz ao grande público. Em 2007 com o anúncio de uma grande reforma no edifício sede da ONU entre 2010 e 2013, uma brecha deu luz a este desejo e a oportunidade inédita de expor os painéis no Brasil como também no exterior se tornou realidade. Olha o jeitinho brasileiro ai gente!!!

Pois é: cinqüenta e quatro anos depois, em dezembro de 2010 os painéis deixaram a sede da ONU e retornaram ao Brasil para restauro em ateliê aberto ao público e graças aos esforços do filho do pintor (Projeto Portinari), Governo Federal através do Ministério da Cultura e do Itamaraty, instituições internacionais, empresas estatais e privadas, estas belíssimas obras estão em exposição ficando no Brasil até 21/04/2012. 

Com certeza, um prato cheio aos admiradores de arte do Colóquio Cultural. Da-lhe Marisa...Minha bagagem cultural esta brilhando e você é a responsável por isso... OBRIGADO por mais um dia. 

Manoel

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Durante a visita a exposição, pensei em redigir um texto a respeito do quadro e assim ficou:

Guerra e paz




Na guerra o homem não pensa
Nas pelejas a existência perde razão
O amor outrora presente
Transforma-se em ódio pelo irmão


Na paz a história é serena
O cotidiano no geral é prazer
Poucos são os problemas reais
O amor faz a vida florescer


Na guerra os rostos espelham dor
Ha falta do que comer
As mãos protegem o rosto
O medo é regra no viver


Na paz os semblantes são de alegria
Na bonança as cantigas são de viver
O colóquio dos jovens evoca amor
A vida transborda ao amanhecer


Na guerra os sons se confundem
No máximo nela à paz lembra um cemitério
As cores vislumbram morte
Dor, julgamento... o amanha se transforma num mistério.


Viva teus dias
Problemas existem e sempre existirão
Faça acontecer dentro do possível
Feito Portinari, dê asas a imaginação.




Manoel Cláudio Vieira – 19/04/2012 – 05:47h


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Edifício Martinelli - uma pérola restaurada no Centro de São Paulo

Com 30 andares, o Edifício Martinelli foi o primeiro arranha céu da América Latina. Está localizado no triângulo formado pela Rua São Bento nº405, Av. São João nº 35 e Rua Libero Badaró nº 504, no centro de São Paulo.


Erguido com a técnica construtiva de alvenaria de tijolos e estrutura de concreto. Atualmente, considerado o símbolo arquitetônico mais importante do momento de transição da cidade baixa. A construção foi iniciada em 1924, inaugurado em 1929 com 12 andares seguindo até 1934 finalizando a obra com 30 andares (130 metros).


Detalhe dos andares superiores.

Foi arquitetado e projetado pelo arquiteto húngaro William Fillinger, da Academia de Belas Artes de Viena. Não tendo apoio governamental para terminar a obra, Martinelli foi obrigado a vender uma parte do empreendimento ao "Istituto Nazionale di Credito per il Lavoro Italiano all´Estero" do Governo Italiano, motivo pelo qual o Governo Brasileiro tomou o prédio para si, em 1943.

Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, abrigou em seus terraços superiores, uma bateria de metralhadoras antiaéreas, para defender São Paulo do ataque dos chamados "vermelhinhos", os aviões do Governo da República, que sobrevoavam a cidade ameaçando bombardeá-la.

Terraços luxuosos do Edifício Martinelli.


Vários partidos políticos tiveram suas sedes no Edifício Martinelli: o antigo PRP, PC, PI, posteriormente a UDN. Os clubes da cidade também ocupavam as suas dependências como o Palestra Itália, hoje o Palmeiras, a Portuguesa de Desportos e o IT Clube, hoje desaparecido.


A partir da década de 50, o edifício entrou em uma fase de degradação extrema, ocupado por moradores de muito baixa renda, com o lixo sendo jogado nos buracos do elevador e servindo de cenário para alguns dos crimes mais famosos da época.

Em 1975 foi desapropriado pela prefeitura e completamente reformado pelo Prefeito Olavo Setúbal, reinaugurado em 1979 onde se encontra nas atuais condições. Hoje abriga as Secretarias Municipais de Habitação e Planejamento, as empresas Emurb e Cohab-SP, a sede do Sindicato dos Bancários de SP além de diversos estabelecimentos comerciais na parte térrea do edifício.


Casa do Comendador.

Paulo se reunia em suntuosas festas. Foi construída como moradia da família Martinelli para "provar" ao povo que o prédio não cairia.



Semana que vem, 14:30h nos encontraremos no Memorial da América latina p ver a obra de Portinari exposta na ONU, GUERRA E PAZ.


Abraço a todos


Manoel
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Localização=São Paulo, SP, Brasil
Construído = 1924-1934
Abertura 1929
Uso = Escritórios
Altura telhado= 130 metros
Companhias = Arquiteto William Fillinger


quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Sertão: da caatinga, dos santos, dos beatos e dos cabras da peste.


Na expedição do dia 28/03/2012 visitamos nosso vizinho de parque Ibirapuera Museu Afro Brasil onde apreciamos a mostra “O Sertão; da caatinga, dos santos, dos beatos e dos cabras da peste”. Com aproximadamente 800 obras entre pinturas, esculturas, gravuras, ex-votos, roupas, fotografias, instalações e documentos reproduzindo o ambiente no qual vive o homem sertanejo.


Com curadoria de Emanoel Araújo, a mostra leva o espectador à caatinga e aos ambientes que fazem parte da vida do sertanejo, do ofício às residências, trazendo um misto de cultura, costumes e fé, situando-o em meio ao curral, às casas rurais, objetos de marcar boi, artefatos de selarias, livros de cordel e altares. Para tornar a experiência mais próxima, a exposição contará com cenários e recursos multimídia, com espaços com luzes e sons desenvolvidos pelo cenógrafo convidado André Calazares.


Também estão entre os atrativos dessa exposição vestimentas do beato José Lourenço, que liderou a comunidade Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, localizada no Crato (CE), e fotografias da ABA Film, nas quais são retratados objetos e indumentárias que dão a precisão estética utilizada pelos cangaceiros de Lampião e Maria Bonita. Outras figuras que se destacam na mostra são Antonio Conselheiro, Padre Cícero e Beata Maria Araújo.


A exposição passeia por locais como Arraial de Canudos (BA), Vale do Caldeirão (CE) e Chapada do Araripe (CE), contando fatos históricos ocorridos nessas regiões. Passa também por clássicos da literatura nacional, como Os Sertões, de Euclides da Cunha, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, bem como pela literatura de cordel produzida por Patativa do Assaré e J. Borges, pela arte popular de Nino, Mestre Manoel Graciano, Valentino, Irmãs Cândido e Mestre Noza, pela música de Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e João do Valle, pela poesia de João Cabral de Melo.


Semana que vem no mesmo horário o Colóquio Cultural se reunira no Casarão do Cecco para avaliar o quanto à vida se torna melhor quando pessoas como Marisa/Eluis nos abrem uma oficina tão maravilhosa quanto esta para individualmente cada um crescer e sentir a vida fluir de forma serena, agradável e, sobretudo, humana.

Abraço a todos

Manoel com texto adaptado do original do Museu Afro e fotos gentilmente cedidas ao blog do Colóquio – 

Valeu Ellen - novamente, muito obrigado Cláudio - vocês fazem a diferença! `}

sábado, 17 de março de 2012

Domitilia de Castro Canto e Melo - Marquesa de Santos.


Na expedição do dia 14/03/2012 visitamos a casa conhecida como Solar da Marquesa de Santos, próxima ao Pátio do Colégio, centro velho da cidade de São Paulo. A propriedade, que pertenceu à Marquesa de Santos entre 1834 e 1867 e herdada por seu filho, o Comendador Felício Pinto de Mendonça e Castro foi adquirida em 1880 pela Mitra Diocesana. Nesse período começaram transformações na estrutura e na fachada, que ganhou características neoclássicas. Em 1909, a The São Paulo Gaz Company arrematou o imóvel e ali instalou seu escritório. Mais uma vez, a casa foi modificada e o desenho original do telhado, alterado: paredes de taipa e pilão foram demolidas e um pátio foi aberto na lateral direita do terreno. Em 1967, o imóvel foi desapropriado e passou a pertencer à Prefeitura de São Paulo. 


Domitila de Castro Canto e Melo nasceu em São Paulo no dia 27 de dezembro de 1797, filha de Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas e do português João de Castro Canto e Melo, que ocupava a função de ajudante militar, na ocasião de seu nascimento.


Aos 16 anos de idade, casou-se com o alferes mineiro Felício Pinto Coelho de Mendonça (1798-1833), oficial pertencente ao Corpo dos Dragões de Vila Rica, cidade para a qual mudaram-se após o casamento e onde nasceram seus dois filhos. Em 1819, após ser agredida pelo marido, voltou para a casa dos pais grávida de João, falecido poucos meses depois.


Em agosto de 1822 conheceu D. Pedro (1798-1834) e, em seguida, foi viver na Corte. Em virtude desse romance, foi agraciada com títulos de nobreza: Baronesa, em 1824; Viscondessa, em 1825 e Marquesa de Santos, em 1826. Bem como seu pai com o título de visconde em 1827 e seus irmãos se tornaram gentis-homens da Imperial Câmara.


Teve cinco filhos com D. Pedro I, dos quais apenas duas filhas sobreviveram, no entanto, ambas ilegítimas e reconhecidas pelo pai posteriormente. Uma delas, Isabel Maria, agraciada com o título de Duquesa de Goiás e tratamento de Alteza, nasceu em 1824, ano do divórcio do primeiro casamento de sua mãe. Nessa época, a obtenção do divórcio somente era possível se houvesse a alegação de agressão por parte do marido e se, a abertura do processo, fosse encabeçada por um homem. Nesse caso, Domitila contou com o apoio de D. Pedro.


A outra filha, Maria Isabel II, apenas reconhecida por D. Pedro I em seu testamento, nasceu em São Paulo em 1830. Desde 1829 Domitila havia se fixado novamente em São Paulo. Trazia consigo a quantia de 300 contos de réis em apólices, além da garantia de um conto de réis mensal.


Em 1834 adquiriu o Solar por onze contos e quatrocentos mil réis, o qual passou por reforma durante dois anos. Nessa época, conforme consta em seu testamento, fez um contrato de segundas núpcias com o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794-1857) “não pelo costume e leis do Império, mas por pacto exclusivo de comunhão de bens”. O contrato de dote, contrato pré-nupcial, podia ser acertado entre cônjuges abastados com a intenção de proteger os bens de cada um dentro do sistema de comunhão de bens. Somente legitimou o casamento na igreja no ano de 1842, em Sorocaba.Com o segundo marido teve mais seis filhos, dos quais dois faleceram.Faleceu em 3 de novembro de 1867 e foi sepultada no Cemitério da Consolação onde ela doou parte do terreno.


O divórcio do primeiro marido, o relacionamento com D. Pedro, a posse de um elevado título de nobreza e de grande fortuna, e, depois, o casamento com um homem da elite paulista foram fatos que fizeram Domitila figura importante na sociedade paulistana. Dessa forma, na segunda metade do século XIX, a historiografia tradicional aliada ao ideal romântico a interpretaram como uma mulher sedutora e avarenta que, na velhice, dedicou-se às obras de benemerência, protegendo os pobres, cuidando dos doentes e dos estudantes necessitados da Faculdade do Largo de São Francisco.


Estudos sobre o comportamento feminino realizado nas últimas décadas têm levantado novas problemáticas que apontam que as mulheres não eram tão submissas, o que não significa negar a existência da opressão masculina na época. Existiam mulheres reclusas e também aquelas que lutavam diariamente pelo sustento familiar e pela manutenção dos bens e posição social da família. Portanto, sob esse aspecto, o perfil de Domitila talvez se insira mais nas práticas cotidianas do que no imaginário moralista do comportamento feminino de sua época. A pergunta que não quer calar: teria sido Domitilia a precursora do feminismo no Brasil?

Sem mais, fico por aqui. Quarta-feira que vem reunião do Colóquio Cultural no Cecco Parque Ibirapuera.

Manoel

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O retorno da Coleção Tamagni: até as estrelas por caminhos difíceis


Na expedição de 29/02/2012 visitamos o nosso vizinho de Parque Ibirapuera –MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo e apreciamos obras do acervo particular do colecionador e conselheiro do MAM, Carlo Tamagni que como apreciador das artes, durante parte de sua vida constituiu um patrimônio considerável em obras de artistas (famosos, anônimos e quase todos modernistas) que décadas mais tarde viria se tornar o foco da exposição hoje visitada.


A historia desta exposição se confunde com os registros do museu. No inicio dos anos 60, Ciccillo Matarazzo, diretor e fundador do museu, numa “penada” sinistra transferiu toda a coleção do MAM ao recém inaugurado MAC-USP.


Vazio e em vias de se extinguir, o MAM perderia sua razão de ser até que os conselheiros remanescentes deram inicio a uma rebelião lutando pela manutenção do Museu, porém algo inusitado acontecia: além da sede, também faltavam obras para exposição ao público visitante.


Derrotados (jamais vencidos), deram inicio a recuperação do MAM ainda na segunda metade da década de 60 (1966) com a doação de 81 obras do finado Carlo Tamagni que em vida deixou este pedido e no ano de 1968 estas obras foram exibidas não no museu, mas no Conjunto Nacional de Minas Gerais.

Hoje, fevereiro de 2012, com alegria observamos que este mesmo grupo de obras que garantiu o recomeço de uma das principais instituições paulistanas esta de volta ao Museu Arte Moderna de São Paulo, local onde jamais deveria ter saído e que fatos como o acima descrito jamais venham a se tornar realidade em nosso pais especialmente num estado onde Martins, Miragaia, Drauzio e Camargo, apesar de terem perdido uma batalha, deixaram marcas vitalícias nos ideais da Constituição Brasileira de 1932. 

Sem mais, até a próxima.

Manoel

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fayga Ostrowe Museu Lasar Segal - 15/02/2012


Na expedição do dia 15/02/2012 visitamos o aconchegante Museu Lasar Segal. Com cerca de 100 obras entre gravuras, xilogravuras, litografias e serigrafias, a pintora, desenhista e gravadora polonesa de origem judia, Fayga Ostrower nos proporcionou uma agradável surpresa com suas obras.



Por trás de algumas delas, em especial sua primeira fase, destacamos o holocausto causado pela guerra com figuras abstratas lembrando animais, destroços, restos de casas, barracos, etc.



Posterior a esta fase, seus traços mudaram; passou a usar o metal e a pedra para desenhar capas de revistas de época, ilustrar livros (O cortiço – Aluisio de Azevedo), porém é certo que suas realizações já não contavam com as abstrações de outrora; nesse momento (final dos anos 40, inicio dos 50) suas figuras estavam focadas em ocorrência reais demonstrando assim mudança em seu modo de observara a realidade.




Faleceu em 12 de setembro de 2001, aos 81 anos, vítima de câncer, deixando um legado considerável em museus brasileiros, europeus bem como numerosos prêmios (Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Premio Internacional da Bienal de Veneza(1958), Grande Premio nas bienais de Florença, Buenos Aires, México e outros.


Gratos por mais uma jornada, semana que vem, mesma hora e horário nos encontraremos no Parque Ibirapuera para mais um dia de paz, serenidade e, sobretudo cultura.

Abraço nos companheiros, beijos nas meninas!

Manoel